Menos volume, mais disciplina

O crédito brasileiro está mudando

2/14/20262 min read

O Banco do Brasil está redesenhando sua estratégia de crédito para 2026. E isso pode marcar o início de um novo ciclo bancário no Brasil.

Em 2025, o banco encerrou o ano com lucro líquido ajustado de cerca de R$ 20,7 bilhões — queda superior a 45% em relação ao ano anterior — apesar de um quarto trimestre acima das expectativas

Para 2026, a projeção é de recuperação moderada, com lucro estimado entre R$ 22 e R$ 26 bilhões

Mas o ponto central não está no lucro.

Está na estratégia.

A expansão da carteira de crédito deve ser contida (entre 0,5% e 4,5%), com foco maior em pessoas físicas — especialmente consignado e alta renda — enquanto o crédito empresarial e agrícola tende a crescer pouco ou até desacelerar

O que isso sinaliza?

Estamos entrando em uma fase em que:

• crescimento de carteira deixa de ser prioridade absoluta
• qualidade de risco volta ao centro da decisão
• rentabilidade passa a depender de eficiência de capital

Depois de um ciclo de crédito mais volumoso impulsionado por juros elevados, os bancos começam a privilegiar disciplina.

Isso muda o jogo para:

🏢 Empresas dependentes de capital de giro
🌾 Setores intensivos em crédito agrícola
🏗️ Projetos que exigem financiamento de longo prazo

Tese Cousinvest

O reposicionamento do Banco do Brasil não é isolado.

Ele antecipa um novo ciclo bancário no país:
menos expansão agressiva, mais seletividade.

Isso pode gerar:

✔️ spreads estruturalmente mais altos
✔️ crédito corporativo mais criterioso
✔️ vantagem competitiva para empresas com caixa forte
✔️ maior espaço para crédito privado e mercado de capitais

Para investidores, o cenário favorece instituições mais disciplinadas.
Para empresas, exige planejamento financeiro mais estratégico.
Para consumidores, amplia crédito qualificado — mas com critérios mais rigorosos.

O dado mais importante não é o lucro projetado.
É a mensagem implícita:

O crédito brasileiro está entrando em uma fase de maturidade.

E ciclos de crédito mais sólidos tendem a gerar menos euforia — e mais previsibilidade.

Quem entende essa transição se posiciona melhor em 2026.

Acompanhe a Cousinvest para análises que vão além do resultado e interpretam o ciclo

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