Mesmo com juros altos, o consumo brasileiro voltou a crescer
Artigo de opinião
2/28/20261 min read

O consumo nos lares brasileiros cresceu 1,73% em janeiro de 2026.
Em um cenário de juros elevados, despesas sazonais e crédito ainda restritivo, as famílias brasileiras continuaram consumindo.
O dado, divulgado pela Abras, mostra que o consumo doméstico segue positivo na comparação anual — mesmo com queda natural frente a dezembro, mês tradicionalmente mais forte.
O que os números revelam?
• +1,73% na comparação com janeiro de 2025
• Queda de 19,34% frente a dezembro (efeito sazonal)
• Redução de 0,16% nos preços de itens essenciais
• Queda significativa em produtos como leite, óleo, arroz e farinha
Quando alimentos básicos caem de preço, o orçamento familiar respira.
E quando o orçamento respira, o consumo real ganha tração.
O que isso realmente significa?
1️⃣ O consumo doméstico segue resiliente mesmo com juros altos.
2️⃣ A queda nos preços de itens essenciais amplia o poder de compra efetivo.
3️⃣ O movimento anual é mais relevante do que a oscilação mensal.
Não estamos diante de um boom.
Mas também não estamos diante de retração estrutural.
Estamos diante de estabilidade cautelosa.
Tese Cousinvest
Economias sólidas não dependem apenas de grandes estímulos.
Elas dependem de consumo consistente.
O avanço de 1,73% sugere que a demanda interna permanece ativa — e isso tem implicações claras:
✔ setores de varejo e bens essenciais continuam defensivos
✔ consumo residencial mantém base estável
✔ queda gradual de preços pode sustentar recuperação moderada
Se houver flexibilização monetária ao longo de 2026, o consumo pode ganhar força adicional.
Mas, mesmo antes disso, a base está se mostrando resiliente.
O consumo é um dos principais motores do PIB.
E, por ora, ele continua funcionando.
Acompanhe a Cousinvest para análises que interpretam os fundamentos por trás dos indicadores econômicos.


